quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Crise de 29.

Ao final da Primeira Guerra Mundial, a economia dos Estados Unidos tornou-se a mais poderosa do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana era responsável por quase 50% de toda produção industrial do mundo. A agricultura também aumentou a sua produtividade, impulsionada pela mecanização e pela eletrificação rural.
O progresso tecnológico do país favoreceu o crescimento da produção econômica, e a sociedade americana vivia em clima de euforia. Esses dias de glória da moderna sociedade industrial criaram  American way of life  “ estilo de vida americano”, que se caracterizava pelo consumo de inúmeros produtos, do automóvel aos milhares de eletrodomésticos. Viver bem virou sinônimo de consumir sempre mais.
SUPERPRODUÇÃO ECONÔMICA
O clima de euforia  prosperidade econômica permaneceu durante quase toda a década de 20, que ficou conhecida como “ anos felizes “. Entretanto, em 1929 a economia dos Estados Unidos mergulhou numa terrível crise que se espalhou por vários países do mundo. Vejamos as principais causas dessa crise.
Por volta de 1925, as sociedades europeias lutavam com dificuldade para reconstruir o que fora destruído pela Primeira Guerra Mundial.  Enquanto isso, os Estados Unidos apresentam notável crescimento econômico. Estavam em condições de continuar vendendo aos europeus tudo o que eles precisavam:  alimentos, máquinas, combustíveis, armas, etc.
À medida que a reconstrução da Europa se processava, a estrutura produtiva dos países europeus também foi se reorganizando. Os industriais da Inglaterra, da Alemanha e da França procuraram modernizar rapidamente sua produção. Depois, tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.
Nos Estados Unidos, porém, o ritmo da produção industrial e agrícola continuava a crescer, ultrapassando as necessidades de compra do mercado interno e do mercado internacional.
Havia uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores – ou seja, houve uma superprodução de mercadorias. Os preços despencaram, mas mesmo assim os Estados Unidos não conquistaram consumidores.
Os produtores agrícolas e industriais foram obrigados, então, a reduzir o ritmo de suas atividades e, com isso, demitiram milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos chegou a mais de 15 milhões de pessoas.
O CRACK DA BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK
Em 24 de outubro de 1929 ocorreu a queda vertiginosa de milhões de ações na bolsa de valores de Nova York. Foi um dos piores dias da crise: as ações perderam quase todo o seu valor financeiro e inúmeras empresas e bancos foram à falência. Com o desdobramento da crise, entre 1929 e 1932, a produção industrial americana foi reduzida em 54%.
O crack (quebra) da Bolsa de Valores de Nova York abalou o mundo inteiro. O comércio internacional sofreu grande declínio. Os cafeicultores no Brasil, Por exemplo, que vendiam para os mercados dos Estados Unidos , perderam seu grande comprador. Milhares de sacas de café foram queimadas, uma tentativa desesperada de manter os preços altos. Mas foi impossível conter o desastre econômico que afetou a cafeicultura brasileira a abalou as estruturas da República Velha.
NEW DEAL: UM PROGRAMA PARA SUPERAR A CRISE
Nos primeiros anos do longo mandato do presidente Franklim Delano Roosevelt ( de 1933 a 1945 ), o governo dos Estados Unidos adotou um conjunto de medidas com o objetivo de superar a crise. O New Deal (novo acordo) foi o nome pelo qual ficou conhecido o programa inspirado nas ideias do economista inglês John Maynard Keynes ( 1883-1946 ).
Para Keynes, os governantes precisavam tomar medidas econômicas para garantir o pleno emprego dos trabalhadores. Ele defendia uma certa redistribuição dos lucros para que o poder aquisitivo dos consumidores de forma proporcional ao desenvolvimento dos meios de produção.
As ideias presentes no New Deal rompiam com os princípios tradicionais do liberalismo econômico, que tinham marcado a administração dos presidentes americanos durante a prosperidade dos “ anos felizes 20”.
O New Deal era um programa misto, que procurou conciliar as leis de mercado e o respeito pela iniciativa privada com a intervenção do estado em vários setores da economia.
Entre as medidas adotadas pelo New Deal estavam o controle governamental dos preços de diversos produtos agrícolas e industriais; a concessão de empréstimos a fazendeiros arruinados para que pagassem suas dívidas e reordenassem a produção; a realização de diversas obras públicas para oferecer trabalho a milhões de  desempregados; a criação de salário-desemprego para aliviar a situação de miséria  dos desempregados; e a realização de um acordo se garantiam os interesses dos industriais ( limitação dos preços e da produção às exigências do mercado ) e dos trabalhadores ( fixação de salários mínimos, limitação das jornadas de trabalho).
A política do New Deal não alcançou todo o sucesso esperado, mas conseguiu relativo controle da crise econômica. A partir de 1935, a economia do país voltou a se fortalecer. A crise, porém, só foi plenamente superada com a participação das forças dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
 

Crise De 29.

 
 
Ao final da Primeira Guerra Mundial, a economia dos Estados Unidos tornou-se a mais poderosa do mundo. Em 1920, a indústria norte-americana era responsável por quase 50% de toda produção industrial do mundo. A agricultura também aumentou a sua produtividade, impulsionada pela mecanização e pela eletrificação rural.
O progresso tecnológico do país favoreceu o crescimento da produção econômica, e a sociedade americana vivia em clima de euforia. Esses dias de glória da moderna sociedade industrial criaram  American way of life  “ estilo de vida americano”, que se caracterizava pelo consumo de inúmeros produtos, do automóvel aos milhares de eletrodomésticos. Viver bem virou sinônimo de consumir sempre mais.
SUPERPRODUÇÃO ECONÔMICA
O clima de euforia  prosperidade econômica permaneceu durante quase toda a década de 20, que ficou conhecida como “ anos felizes “. Entretanto, em 1929 a economia dos Estados Unidos mergulhou numa terrível crise que se espalhou por vários países do mundo. Vejamos as principais causas dessa crise.
Por volta de 1925, as sociedades europeias lutavam com dificuldade para reconstruir o que fora destruído pela Primeira Guerra Mundial.  Enquanto isso, os Estados Unidos apresentam notável crescimento econômico. Estavam em condições de continuar vendendo aos europeus tudo o que eles precisavam:  alimentos, máquinas, combustíveis, armas, etc.
À medida que a reconstrução da Europa se processava, a estrutura produtiva dos países europeus também foi se reorganizando. Os industriais da Inglaterra, da Alemanha e da França procuraram modernizar rapidamente sua produção. Depois, tomaram uma série de medidas protecionistas para reduzir as importações norte-americanas.
Nos Estados Unidos, porém, o ritmo da produção industrial e agrícola continuava a crescer, ultrapassando as necessidades de compra do mercado interno e do mercado internacional.
Havia uma enorme quantidade de mercadorias para as quais não existiam compradores – ou seja, houve uma superprodução de mercadorias. Os preços despencaram, mas mesmo assim os Estados Unidos não conquistaram consumidores.
Os produtores agrícolas e industriais foram obrigados, então, a reduzir o ritmo de suas atividades e, com isso, demitiram milhões de trabalhadores. No decorrer da crise, o número de desempregados nos Estados Unidos chegou a mais de 15 milhões de pessoas.
O CRACK DA BOLSA DE VALORES DE NOVA YORK
Em 24 de outubro de 1929 ocorreu a queda vertiginosa de milhões de ações na bolsa de valores de Nova York. Foi um dos piores dias da crise: as ações perderam quase todo o seu valor financeiro e inúmeras empresas e bancos foram à falência. Com o desdobramento da crise, entre 1929 e 1932, a produção industrial americana foi reduzida em 54%.
O crack (quebra) da Bolsa de Valores de Nova York abalou o mundo inteiro. O comércio internacional sofreu grande declínio. Os cafeicultores no Brasil, Por exemplo, que vendiam para os mercados dos Estados Unidos , perderam seu grande comprador. Milhares de sacas de café foram queimadas, uma tentativa desesperada de manter os preços altos. Mas foi impossível conter o desastre econômico que afetou a cafeicultura brasileira a abalou as estruturas da República Velha.
NEW DEAL: UM PROGRAMA PARA SUPERAR A CRISE
Nos primeiros anos do longo mandato do presidente Franklim Delano Roosevelt ( de 1933 a 1945 ), o governo dos Estados Unidos adotou um conjunto de medidas com o objetivo de superar a crise. O New Deal (novo acordo) foi o nome pelo qual ficou conhecido o programa inspirado nas ideias do economista inglês John Maynard Keynes ( 1883-1946 ).
Para Keynes, os governantes precisavam tomar medidas econômicas para garantir o pleno emprego dos trabalhadores. Ele defendia uma certa redistribuição dos lucros para que o poder aquisitivo dos consumidores de forma proporcional ao desenvolvimento dos meios de produção.
As ideias presentes no New Deal rompiam com os princípios tradicionais do liberalismo econômico, que tinham marcado a administração dos presidentes americanos durante a prosperidade dos “ anos felizes 20”.
O New Deal era um programa misto, que procurou conciliar as leis de mercado e o respeito pela iniciativa privada com a intervenção do estado em vários setores da economia.
Entre as medidas adotadas pelo New Deal estavam o controle governamental dos preços de diversos produtos agrícolas e industriais; a concessão de empréstimos a fazendeiros arruinados para que pagassem suas dívidas e reordenassem a produção; a realização de diversas obras públicas para oferecer trabalho a milhões de  desempregados; a criação de salário-desemprego para aliviar a situação de miséria  dos desempregados; e a realização de um acordo se garantiam os interesses dos industriais ( limitação dos preços e da produção às exigências do mercado ) e dos trabalhadores ( fixação de salários mínimos, limitação das jornadas de trabalho).
A política do New Deal não alcançou todo o sucesso esperado, mas conseguiu relativo controle da crise econômica. A partir de 1935, a economia do país voltou a se fortalecer. A crise, porém, só foi plenamente superada com a participação das forças dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Facismo.



IntroduçãoEntre as décadas de 1920 e 1940, surgiu e desenvolveu-se, em alguns países da Europa, o fascismo. Era um sistema político, econômico e social que ganhou força após a Primeira Guerra Mundial, principalmente nos países em crise econômica (Itália e Alemanha). Na Itália, o fascismo foi representado pelo líder italiano Benito Mussolini. Na Alemanha, Adolf Hitler foi o símbolo do fascismo, que neste país ganhou o nome de nazismo. 
Este sistema terminou com a derrota do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Principais características e ideias do fascismo:
Totalitarismo: o sistema fascista era antidemocrático e concentrava poderes totais nas mãos do líder de governo. Este líder podia tomar qualquer tipo de decisão ou decretar leis sem consultar políticos ou representantes da sociedade.

Nacionalismo: entre os fascistas era a ideologia baseada na ideia de que só o que é do país tem valor. Valorização extrema da cultura do próprio país em detrimento das outras, que são consideradas inferiores.

Militarismo: altos investimentos na produção de armas e equipamentos de guerra. Fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações. Objetivo de expansão territorial através de guerras.

Culto à força física: Nos países fascistas, desde jovens os jovens eram treinados e preparados fisicamente para uma possível guerra. O objetivo do estado fascista era preparar soldados fortes e saudáveis.

Censura: Hitler e Mussolini usaram este dispositivo para coibir qualquer tipo de crítica aos seus governos. Nenhuma notícia ou ideia, contrária ao sistema, poderia ser veiculadas em jornais, revistas, rádio ou cinema. Aqueles que arriscavam criticar o governo eram presos e até condenados a morte.

Propaganda: os líderes fascistas usavam os meios de comunicação (rádios, cinema, revistas e jornais) para divulgarem suas ideologias. Os discursos de Hitler eram constantemente transmitidos pelas rádios ao povo alemão. Desfiles militares eram realizados para mostrar o poder bélico do governo.

Violência contra as minorias: na Alemanha, por exemplo, os nazistas perseguiram, enviaram para campos de concentração e mataram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e até mesmo deficientes físicos.
Anti-socialismo: os fascistas eram totalmente contrários ao sistema socialista. Defendiam amplamente o capitalismo, tanto que obtiveram apoio político e financeiro de banqueiros, ricos comerciantes e industriais alemães e italianos.

Curiosidades: 
- Embora Itália e Alemanha tenham sido os exemplos mais nítidos de funcionamento do sistema fascista, em Portugal (governo de Salazar) e Espanha (governo de Francisco Franco), neste período, características fascistas se fizeram presentes. 
- A palavra fascismo tem origem na palavra fasci que significa, em italiano, "feixe". O feixe de lenha amarrado foi um símbolo muito usado em Roma Antiga. Simbolizava a força na união, pois um galho sozinho pode ser quebrado, porém unidos tornam-se bem resistentes. Benito Mussolini resgatou este símbolo ao fundar o Partido Nacional Fascista em 1922. O símbolo deste partido era o feixe de lenha com um machado, tendo de pano de fundo as cores da bandeira italiana.
O fascismo na atualidade:
Embora tenha entrado em crise após a Segunda Guerra Mundial, alguns aspectos da ideologia fascista ainda estão presentes em alguns grupos e partidos políticos. Na Europa, por exemplo, existem partidos políticos que defendem plataformas baseadas na xenofobia (aversão a estrangeiros).

Algumas imagens:





Fotos, 2º Guerra Mundial.


  1. Fotos impressionantes da 2° Guerra Mundial
    
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo, incluindo todas as grandes potências.
Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Marcada por um número significante de ataques civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.
Os países envolvidos na guerra investiram todo o seu capital em pesquisas para que fossem desenvolvidos materiais bélicos, isso possibilitou o desenvolvimento de grande parte de toda a tecnologia que temos hoje.
Agora que você já sabe o básico sobre a Segunda Guerra Mundial, veja algumas fotos que deveriam ser bonitas, se não fossem tiradas em um contexto tão ruim.
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Biografia de Adolf Hitler.

  • Biografia de Adolf Hitler.
 
 
Político alemão nascido na Áustria (1889-1945). Liderou o bloco alemão durante a Segunda Guerra Mundial.
Adolf Hitler, considerado por muitos como um dos maiores vilões da história, nasceu em 20 de abril de 1889. Seu pai chamava-se Alois Hitler e era um inspetor de alfândega da cidade de Braunau, Áustria. Como queria se tornar artista, Hitler candidatou-se em 1907 à Academia de Belas Artes de Viena. Mas não teve sorte e em 1908 seu pedido foi recusado. Como ele passava a maior parte de seu tempo livre com ocultistas e extremistas dos dois lados do espectro político, acredita-se que essa convivência tenha influenciado seu desenvolvimento intelectual e reforçado seu ódio pela classe média, principalmente por pessoas de descendência judaica.

Quando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve início, Hitler tentou entrar para o exército austríaco, mas foi rejeitado. Em seguida, ele conseguiu se alistar no exército alemão. Inclusive, devido à sua bravura, ele chegou a ganhar a Cruz de Ferro. Mas, depois do fim da guerra, como tantos outros, ele também não conseguiu arrumar emprego. A Alemanha do pós-guerra passava por uma transformação social e o colapso da monarquia e da economia tornaram o terreno fértil para o crescimento de filosofias extremistas, que iam do comunismo ao nacionalismo. Nessa época, Hitler viajou para Munique, onde se tornou um dos primeiros membros do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães – abreviado como Nazista.

A depressão econômica mundial, iniciada em 1929, tornou possível aos nazistas fazer avanços políticos em meio ao descontente eleitorado alemão. Aos poucos, eles passaram a ser reconhecidos como um legítimo partido político, e Hitler, que era um orador brilhante, começou a se destacar e receber vários apoios. Em 1933, o Partido Nazista era tão poderoso que o presidente Paul von Hindenburg (1847-1934) viu-se forçado a apontar Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Imediatamente ele começou a se valer de sua nova posição para derrubar Hindenburg e assumir o controle ditatorial da Alemanha. Ele decidira também rearmar militarmente a Alemanha e reafirmar seus interesses territoriais na Europa.
Em março de 1938, Hitler anexou a Áustria, tornando-a parte da Alemanha. E um ano depois, em março de 1939, suas tropas tomaram o controle da Tchecoslováquia. Embora Inglaterra e França tenham se oposto abertamente à investida alemã, elas não tomaram nenhuma iniciativa para tentar evitar uma guerra. Em 24 de agosto de 1939, a Alemanha assinou um pacto de não-agressão com a União Soviética. E no dia 1 de setembro, desferiu um ataque em grande escala sobre a Polônia. No dia 3 de setembro, Inglaterra e França declararam que o estado de guerra já se constituíra por dois dias. Era o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Os dois primeiros anos de guerra foram marcados por grandes sucessos militares das forças alemãs. A França caiu em questão de semanas em 1940, e, embora a Inglaterra não tenha chegado a ser invadida, seu poder militar na Europa era totalmente nulo. A dominação total de Hitler na Europa durou de 1941 a 1944, quando os aliados anglo-americanos tomaram bases importantes na França e na Itália e os exércitos soviéticos forçaram os alemães a recuar do leste europeu. No início de 1945, os alemães estavam defendendo desesperadamente seu próprio território e, em 7 de maio, a guerra estava acabada.

O espírito de Hitler entre 1939 e 1942 tinha sido o de um invencível otimismo. Seus planos eram para um Império Germânico, ou Reich, na Europa, que durasse mil anos. Para realizar seu sonho de um Reich racialmente puro, o ditador criou uma rede de crematórios para a execução em massa de judeus, ciganos e outros povos considerados por ele "indesejáveis". Entre 1943 e 1945, Hitler foi se tornando uma pessoa cada vez mais deprimida e irritada. Ele passou também a se envolver com crenças ocultas e acreditar que uma forma de magia negra, combinada com misteriosas armas secretas, poderia salvar a Alemanha da derrota. Em 30 de abril, tudo indica que, ao mesmo tempo em que exércitos soviéticos cercavam Berlim, a capital da Alemanha, Hitler, que havia se escondido numa casamata fortificada nos subterrâneos de um prédio de Berlim, assassinou Eva Braun, sua amante de longa data, com quem havia se casado pouco tempo antes, e depois tirou sua própria vida.

Tomada De Poder Adolf Hitler.




Em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Hindenburg nomeou Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Poucos tinham ideia da dimensão desse fato. Propaganda nazista encenou o acontecimento como uma "tomada de poder".
Cenas sombrias ocorreram no Portão de Brandemburgo em 30 de janeiro de 1933, em Berlim. Já há horas, o chefe da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, vinha posicionando homens da tropa de assalto de Hitler próximo ao local. Mais de 20 mil membros da chamada SA (Sturmabteilung), a tropa de choque do Partido Nazista, haviam chegado durante a noite.
O início estava marcado para as 19h. Tochas foram acesas, batalhões da SA desfilavam pelo Portão de Brandemburgo. Poucas horas antes, Adolf Hitler havia alcançado seu grande objetivo: ser nomeado chanceler pelo então presidente alemão Paul von Hindenburg.



Um grande baile a fantasia.
O recém-empossado chanceler alemão foi festejado por seus seguidores. De uma janela da então Chancelaria, Hilter cumprimentou os espectadores presentes. Goebbels havia planejado um gigantesco espetáculo. Ele pretendia encenar de forma dramática esse novo capítulo da Alemanha: aquela deveria ser "a noite do grande milagre". Ele havia planejado algo especial. Uma espécie de fita de fogo formada por portadores de tochas devia atravessar a cidade.
Goebbels queria criar imagens monumentais, ideais para impressionar os espectadores no cinema, já que era ali que os noticiários eram transmitidos na época. Mas os transeuntes passeavam distraídos para lá e para cá entre as formações da SA e impediram as gravações desejadas.
Goebbels ficou desapontado e reencenou as imagens mais tarde. O famoso pintor alemão de origem judaica, Max Liebermann, já tinha visto o bastante. Para o desfile de tochas dos homens da SA na frente de sua casa, o pintor escolheu palavras dramáticas: "Eu nunca conseguiria comer tanto para tudo o que gostaria de vomitar."
Como Hitler foi possível
Todo o poder era pouco para o ditador nazista
A história da ascensão de Adolf Hitler está intimamente ligada ao declínio da República de Weimar. Desde o surgimento em 1918, ela sofria de defeitos congênitos irreparáveis – era uma democracia sem democratas. Boa parte da população rejeitava a jovem República, sobretudo a elite econômica, funcionários públicos e até mesmo políticos.
Tentativas de golpe pela direita e pela esquerda sacudiram o país. Nos primeiros cinco anos da República de Weimar, assassinatos espetaculares chocaram o país. Entre outros, as mortes dos comunistas Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht, bem como o assassinato do ministro do Exterior Walther Rathenau, de origem judaica. Os criminosos provinham da ala de extrema direita.
A política da República de Weimar foi marcada pela total instabilidade. Nos 14 anos de sua existência, ela presenciou 21 diferentes governos. Entre os 17 partidos do Parlamento, encontrava-se uma série de inimigos declarados da Constituição. Com cada nova crise política e econômica, os eleitores perdiam mais e mais a confiança nos partidos democráticos.
Enquanto isso, o extremismo político vivenciava um grande crescimento. Os nazistas, pelo lado da direita, e os comunistas, pela esquerda, ganhavam cada vez mais adeptos. Por volta de 1930, a Alemanha estava à beira de uma guerra civil. Nazistas e comunistas travavam batalhas de rua. A crise econômica de 1929 piorou ainda mais a situação. Em junho de 1932, o número oficial de desempregados no país somava 5,6 milhões de pessoas.
O desejo por um líder forte
Hindenburg: militar condecorado, político de pouca visão
Em tal situação, muitos alemães ansiavam por um nome forte à frente do governo, alguém que pudesse tirar o país da crise. O presidente Paul von Hindenburg era uma dessas pessoas, para muitos, ele era uma espécie de substituto do imperador. De fato, segundo a Constituição de Weimar, o presidente do país era a instância política central. O cargo detinha uma imensa esfera de poder.
O presidente podia dissolver o Parlamento e outorgar leis por decretos emergenciais, algo que cabe normalmente a qualquer Parlamento. Hindenburg fez uso, diversas vezes, da possibilidade de governar contornando o Legislativo. No entanto, Hindenburg não tinha como cumprir o papel de salvar a Alemanha da miséria, pois já estava com 85 anos no início de 1933.
Após diversas trocas de governo, Hindenburg pretendia, na ocasião, instalar um governo estável chefiado pelos conservadores nacionalistas de direita. A princípio, ele era cético quanto à nomeação de Adolf Hitler para chefe de governo. Durante muito tempo, Hindenburg ironizou Hitler, chamando-o de "soldado raso da Boêmia" – uma alusão ao fato de que ele, Hindenburg, era um condecorado marechal de campo da Primeira Guerra Mundial, e Hitler, apenas um soldado comum.
Mas Hindenburg mudou de opinião. Pessoas próximas a ele lhe asseguraram que manteriam Hitler sob controle. Alfred Hugenberg, líder do Partido Popular Nacional Alemão, declarou: "Nós iremos enquadrar Hitler." Tinha-se um grande senso de segurança, também porque somente dois ministérios foram oferecidos aos nazistas no novo gabinete de governo. Por outro lado, Hitler e seus seguidores passaram a se apresentar propositalmente de forma moderada e a evitar alaridos.
Princípio do fim
Hitler após assumir o poder
De fato, no dia 30 de janeiro de 1933, um sonho se tornou realidade para Hitler e sua comitiva. Com alegria, Goebbels confidenciou ao seu diário: "Hitler é chanceler. Como um conto de fadas!" Na mais completa ignorância sobre Hitler e suas intenções, nomeou-se o "coveiro" da República para chanceler. Mas Hitler já havia apresentado seus planos no livro Mein Kampf. Ele escreveu que os judeus seriam "removidos" e um novo "habitat" seria conquistado "pela espada".
O dia 30 de janeiro de 1933 entrou para a história como o dia da "tomada de poder", conceito na verdade inventado pela propaganda nazista, pois a nomeação de Hitler – e essa é a verdadeira ironia da história – aconteceu de forma constitucional. Após a tomada de posse, Hindenburg falou as seguintes palavras: "E agora, meus senhores, para frente com a ajuda de Deus!"
Hindenburg não teve de presenciar que o caminho de Hitler levaria na verdade ao Holocausto e à Segunda Guerra Mundial. Ele morreu em 1934. E logo Hitler mostrava quão ingênua foi a crença de que ele poderia ser controlado e neutralizado. Pouco depois de ser empossado como chefe de governo, começou em todo o país o terror das tropas de assalto da SA.
Comunistas, social-democratas e sindicalistas foram perseguidos. Em pouco tempo os primeiros campos de concentração foram instalados. Ali, os membros da SA torturavam suas vítimas, que iriam incluir, pouco tempo depois, judeus e outras pessoas consideradas indesejáveis pelos nazistas. Hitler precisou somente de poucos meses para embaralhar a República de Weimar e instalar sua ditadura.


Origem e significado da Suástica.

A suástica ou cruz gamada é um símbolo antigo, encontrado em muitas culturas diferentes como:Hopi, astecas, celtas, budistas, gregos e hindus.Porem o símbolo foi "mal" visto pela sua associação com o nazismo que defendia o anti-semitismo, a soberania sobre os homossexuais e a eliminação de deficientes físicos e mentais.A suástica pode ser interpretada de diversas formas:A nazista tem os braços indo para direita e roda a figura de modo a um dos braços ficar no topo.Os símbolos Islâmicos e Maltenses parecem mais hélices do que suáticas.No Japão é utilizada para representar templos e santuários.A suática nazista tem o significado de Força , Equilíbrio,Liderança e Renovação.

Significado Raça Ariana.

O termo “raça ariana” teve seu auge no século XIX até a metade do século XX, um termo que foi utilizado amplamente pelo Partido Nazista da Alemanha.
Este termo foi utilizado pela primeira vez pelo diplomata e escritor francês conde Arthur de Gobineu (1806-1882), segundo Gobineu, baseado na teoria de Friedrich von Schlegel, existia no antigo um povo, os arianos, que originaram-se na Ásia Central, migrando para o sul e para o oeste, chegando à Europa e a alguns territórios que hoje estão o Afeganistão, a Índia e o Irã.
Para Gabineu, todos os povos europeus de raça “pura” branca eram descendentes do antigo povo ariano, o povo ariano – palavra que significa “nobre” – seria o ápice da civilização.
Adolf Hitler retomou este conceito proposto por Gobineu para justificar sua política de extermínio dos Judeus e povos não-arianos.
O ápice do extermínio foi durante a Segunda Guerra Mundial, onde médicos e cientistas nazistas chegaram a tirar medidas de alemães e macacos para comparar com outras “raças” humanas e mostrar para a população alemã que a raça ariana era realmente superior, pois tinham menos semelhanças que os primatas do que as demais raças.

Segundo cientistas atuais, esta superioridade da raça ariana foi comprovada que não é verdadeira, ou seja, é falsa.
Ela foi utilizada apenas para induzir a população alemã que realmente eles eram superiores e justificar suas medidas de extermínio.